7 de outubro: Dia da Mãe e Rainha do Rosário

12 de outubro de 2019 às 17:06

 

“Poderíamos usar também o rosário para vincular-nos, sempre mais profunda e intimamente, ao Santuário” (Pe. Kentenich) [1]

 

Karen Bueno – Podem ser bolinhas de madeira, bolinhas coloridas, podem ser missangas ou até mesmo dez marcas numa enxada… Tudo isso pode ajudar a parar um momento durante o dia e rezar – ou até mesmo rezar trabalhando, como fazia do Sr. João Pozzobon ao capinar a terra. No dia 7 de outubro a Igreja celebra Nossa Senhora do Rosário e convida a recordar o valor dessa oração.

 

O que te vem à mente quando se fala na oração do Terço?

 

É quase impossível, para um schoenstattiano, falar sobre o Rosário e não se lembrar de João Luiz Pozzobon. A imagem mais conhecida dele traz a Mãe Peregrina Original segurada sobre o ombro e o terço na outra mão.

 

João, aos poucos, começou a rezar 15 terços diariamente: “O Rosário é ainda algo que dá segurança e se o tirássemos, o povo ficaria com as mãos vazias. Seria despojá-lo do pouco alimento espiritual que tem”. O Diác. João também explicou, e acrescentou, que “o Rosário é a liturgia dos pobrezinhos, através da qual se aproximam de Deus por meio de Nossa Senhora”. E conta: “Por todas as experiências que fiz, o Rosário é um meio para unir o povo, para promover movimentos de romarias. Depois de rezar o terço, pode-se evangelizar as famílias” [2].

 

Ele descobriu uma coisa importante em suas caminhadas ao longo da vida: “Através do Santo Rosário é que se tornam conhecidos e amados por todos a Mãe de Deus e o Deus Uno e Trino” [3].

 

(Foto: cathopic.com)

 

Em todas as situações

O Pe. José Kentenich, por inspiração divina, entendia o terço como o “breviário das famílias”.

 

Mas, o que é um “breviário”? Breviário é o nome dado ao livro no qual se encontram os textos da Liturgia das Horas (ou “Ofício Divino”), que é a oração pública e comunitária oficial da Igreja Católica. Os sacerdotes e religiosos precisam rezar diariamente o Ofício, mas, como isso seria possível na realidade das famílias? A resposta encontrada pelo Pe. Kentenich está no Rosário:

 

“Os padres rezam o breviário e as religiosas rezam o breviário… E nós [famílias], no futuro, vamos rezar também o breviário? Pois bem, se tomarmos o volumoso breviário dos padres na mão para rezar, certamente não teríamos mais tempo para criar os filhos, não poderíamos mais trabalhar e cuidar corretamente da comida e bebida para eles”.


“O rosário é o nosso breviário familiar, o breviário para uma família que considera o Santuário o centro de sua vida”.[4]

 

Pe. Kentenich também estimula a aplicar a oração do Terço no dia a dia, tanto nos momentos de alegria e gratidão, como nos momentos de dificuldade:

 

– A minha esposa foi abençoada com um novo filho e espera o nascimento, estou preocupado… O que fazer?
– Meus filhos estão diante de exames e provas…
– Eu mesmo estou procurando um novo trabalho, estou em grandes apuros financeiros…
– Preciso construir uma casa… O que fazer? Seguramos o rosário na mão. O rosário é a armadura de luta em todas as situações.

 

Neste dia de Nossa Senhora, “poderíamos usar também o rosário para vincular-nos, sempre mais profunda e intimamente, ao Santuário”, fazendo uma visita espiritual à Mãe de Deus e oferendo as dezenas de amor que existem no coração.

 

 

[1] KENTENICH, Pe. José. O Rosário. Palestras sobre o Rosário para Famílias da cidade norte-americana de Madison

[2] URIBURU, Pe. Esteban J. Heroi Hoje, Não Amanhã. Carta à Ir. Lucia dos Santos, 29 de julho de 1972

[3] URIBURU, Pe. Esteban J. Heroi Hoje, Não Amanhã. Testamento Espiritual do Servo de Deus João Luiz Pozzobon.

[4] KENTENICH, Pe. José. O Rosário. Palestras sobre o Rosário para Famílias da cidade norte-americana de Madison

 

 

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